Minha Crisma - Ser crismando é ser missionario
DESEJO A VOCÊ:
Cheiro de jardim
Domingo sem chuva
Segunda sem mal humor
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeiraPegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria

Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu".
13 de abril é o dia do beijo. Pratique!
Não há o que estranhar. Tem coisa melhor que um beijo?
Em uma época que é prática comum entre os beijoqueiros de carteirinha beijar primeiro e conhecer o dono da boca depois ou mesmo competir com amigos para ver quem beija mais em uma balada, quem tem o privilégio de ver o mundo desaparecer durante alguns segundos, sabe valorizar um bom beijo.
Um beijo nunca é igual ao outro.
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Leidinha... Fã nº 1!
Marcadores: Amizade
Quando eu morrer
Quando eu morrer não quero flores
Não quer choro e nem velas
Muito menos pessoas tristes com seus lenços nas mãos
Não quero velório, nem ninguém de terno
Tampouco desconhecidos apenas para fazer volume
Quando eu morrer eu quero festa
Quero todo mundo feliz e dando risadas
Contando piadas e situações de como eu era
Quero as pessoas lembrando os bons e maus momentos
As minhas fraquezas e virtudes
O meu lado humano e sobrenatural
Quero que vocês falem de como um dia fui amigo
De como um dia fui amor
Ou de como sempre me odiaram
Quero que lembrem que escrevia por aqui
Que era apaixonado por sapos
E preferia andar na chuva a ficar sem sentir o vento na cara
Quero que pensem em como fui exigente
Em quando fui chato e insistente
Mas que no fundo só estava pensando no bem
Quero que meus inimigos participem
Quero que eles sorriem ou chorem por dentro
Quero que vejam que agora eles venceram porque eu já parti
E já podem se dizer ganhadores de algo que até hoje não sei o que é
Quero que meus amigos façam um vídeo
Com as melhores imagens da minha vida
E, sobretudo com uma trilha sonora bem bonita
Nada de coisas fúteis
Apresentem a todos a forma como eu vivi
A forma como passei pela vida de cada um
Para que cada um possa guardar um pedacinho meu para sempre
Quando eu morrer quero que meus melhores amigos me prometam
Fazer um filme sobre minha vida
Buscar cada testemunho de cada pessoa que um dia me importou
Mas fazer um filme digno de um Oscar
Ou pode ser um Leão de Ouro também
Porém deve ser merecido
E aí sim todos devem chorar e levar seus lenços para enxugar as lágrimas
Quando eu morrer quero que as homen que amei me jurem
Escrever um livro sobre como as tratei
Pelo curto ou longo período que passei por suas vidas
Quero os detalhes das brigas e discussões bem contados
Para que outras mulheres possam ler e nunca fazerem igual
Quero cada linha falando de amor
De como meus olhos brilhavam ao vê-las
E de como vocês ficavam ao estarem em meus braços
Preciso que contem tudo o que já fiz e ficou marcado
Como um manual de pequenas coisas de amor
Só não vulgarizem, por favor
Pois aí ele será colocado na seção de materiais eróticos
E talvez nunca seja lido,
Pois ninguém perde tempo lendo sexo
Em vez disso falem de amor
Das noites frias que ficaram quentes
Dos cafés da manhã improvisados
Dos banhos e dos beijos molhados
E das carícias antes de dormir
Quando eu morrer quero que meus inimigos tentem
Não sentir minha falta como concorrente
Não buscar outro inimigo equivalente
Porque vocês é que escolheram não gostar de mim
Mas eu sempre gostei de todos mesmo assim
Quando eu morrer quero que todos façam a mesma coisa
Mostrem ao mundo como fui e o que representei
Mesmo que isso seja pouco ou quase nada
Mas mostrem que um dia a gente fica
Noutro a gente passa
Mas uma hora vai embora
E se agora que você está lendo esse texto eu já parti
Não o considere como uma carta de despedida
Apenas como uma homenagem a todos aqueles
Que um dia foram importantes para mim.
Basta-me saber que eles existem

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem
noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me
envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não
estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
Nada passa!
Tudo passa? Nada passa!
É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão até o fim dos nossos dias. Elas não passam. Elas ficam. Elas aninham-se dentro da gente, o que não deve servir de motivo para pularmos de uma ponte. Mario Quintana escreveu que nós somos o que temos e o que sofremos. Sem dor, sem vida interior.
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeça da nossa ida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de “passou”. Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
Martha Medeiros
Marcadores: Reflexão






