~ eu to num momento dα minhα vidα sei lα , que eu quero mαis ficαr sozinho & pensαr '8)
Eu já havia imaginado demais, e viver de utopias não é muito bom. Saudável é viver de certezas definidas e traçadas. Vale mais a pena, vale mais o choro, vale mais qualquer coisa, até a gente passa a valer mais, porque passamos a ter a quem valorizar. E isso nos mantém no jogo.
Eu já estava conformada em viver sem você, em não mais te ver, nem te sentir. Mas parece que tudo conspira contra mim. Mesmo quando não te lembro, alguém cita o seu nome pro meu desassossego. Mesmo se não te encontro, o teu cheiro faz questão de deixar rastros pra quando eu passar me fazer te lembrar. Assim não dá.
Eu só queria de volta a minha segurança, meu autocontrole, meu domínio próprio. Saber onde pisar, pois é a melhor forma de evitar as feridas no caminhar. Prezar pela minha lucidez, porque a vida é uma guerra e nenhum de nós sai ileso dela. Mas constatei com tristeza que sou incapaz, que tenho limites, e que sou vulnerável. Às vezes deixo brechas abertas demais e isso faz com que eu me fira e fira outras pessoas também. É como se eu fosse usada, sugada. Sentimento de ser tomada, ser bebida, comida, mastigada, provada e repetida. Cedi muito, mas a tempo me lembrei que um dia o meu mel acabaria e já não teria nem pra dar, nem pra adoçar a mim mesma. Tornar-me-ia amarga, ácida, por não pensar primeiro em mim e na minha própria sobrevivência. Então preferi assim, ser senhoria de mim, ser minha dona. Ninguém me doma.
Eu só queria não mais precisar de você, não mais me entristecer com sua ausência e tão pouco me incomodar com sua presença. Continuar vivendo como se nada tivesse acontecido, como se eu nada tivesse ouvido e nem mesmo declarado. Queria poder voltar atrás e refazer o meu caminho. Se eu soubesse que me tornaria escrava não teria aberto a guarda. Se eu soubesse que me envolveria não teria me aproximado. Se eu soubesse que não levaria a sério não teria nem começado a brincadeira.
Monique Frebell
~ Eu amei ♥

"Na vida há erros que cometemos e verdades que conhecemos. Entre erros e verdades... eu amei...Talvez foi meu único erro, porém foi minha única verdade.Por isso se alguém é importante para você, lute por essas pessoas, pois a frustração de saber que poderia ter dado certo é maior que a lembrança de algo que foi bom....enquanto durou!"
~ A IMPONTUALIDADE DO AMOR ~

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
